terça-feira, 6 de setembro de 2011

Agridoce

Full Metal Jacket



"My thoughts drift back to erect nipple wet dreams about Mary Jane Rottencrotch and the Great Homecoming Fuck Fantasy. I am so happy that I am alive, in one piece and short. I'm in a world of shit... yes. But I am alive. And I am not afraid. "

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pineapple Express

O Seth Rogan anda na onda dos filmes baris! É cool fumar erva e ter dealers da paz, bom trabalho do James Franco que parece ter feito uma boa pesquisa. A maior parte do tempo é um filme de acção e comédia de situação. Entretenimento generalista que me começou a aborrecer a partir da segunda hora que não mostrou nadinha de interessante a não ser porrada e tiros.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pi


Em que filme se poderia falar do senhor Fibonacci? Só poderia ser sobre um matemático. Tenho de admitir que senti um certo alívio em não ter seguido um percurso académico. Um caminho puramente teórico de busca de conhecimento pode ser muito aliciante mas também se pode tornar eternamente frustrante. Todas as eventuais respostas parecem provisórias até que uma melhor aceite seja encontrada.
Uma obsessão, seja ela qual for, é um processo de autodestruição. Este filme utiliza a espiral enquanto símbolo. Durante o tortuoso caminho da descoberta é uma espiral crescente em que as aplicações se mostram infinitas, na segunda fase a espiral inverte o sentido e vai-se tornando sufocante e insuportável. A pressão cresce e os elementos externos precipitam o invevitável.
Um filme sujo e tenso para quem pensa que nas universidades só se passeiam copinhos de leite.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

It's Kind of a Funny Story


Quem pode dizer que não é arrojado pegar na inquietude pré-adulta? Teria de o ser de alguma forma. A tentativa de tornar o filme mais atractivo às gente jovem, da idade dos personagens principais, preveniu o filme de ir além do superficial. A dramatização das vivências próprias da adolescência por si não são suficientes, todos passámos por isso e sem uma injecção extra de drama adulto fica a sensação de que falta...

Where is my mind?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Whatever Works




Depois da asneira que foi o "Vicky Cristina Barcelona" o perverso idoso volta ao formato que o distingue de todas as outras tretas cinematográficas. O personagem que pensa a vida. Muito dificilmente se consegue esquecer as performances que o próprio Woody Allen encarnou nos seus filmes, e talvez por terem tanto em comum com ele, fica a sempre a sensação que o actor/actriz que vira protagonista de um dos mais recentes filmes fica a pelo menos um centimetrozinho do que é idealizado. Confesso que admiro a coragem do Larry David que não se limita a ficar na sua batcave a construir elevadores para porshces e faz pela vida (cómica). Com as limitações representativas que se podem encontrar num comediante de nascença, apresenta-se como um bom líder de elenco e conduz com agilidade a história a bom porto.
Já antes de ver o filme tinha pensado sobre a pessoas que têm uma visão alargada do Mundo. Parece-me justo que mereçam algum tipo de recompensa por partilharem com mentalidades rebanhadas pelas culturas opressivas. Paga-se geralmente com tolerância, paciência e ouvidos duros aos ocasionais insultos. A acrescentar à irritabilidade de falar com alguém que está certo 364 dias do ano junta-se-lhe o nervosismo e inquietação compreensível num génio da Física cuja excêntricidade é bastante cliché. A presença constante do personagem principal resulta para mim, além da uma abordagem crítica à civilização, numa descrição superior de vidas ficcionadas, relativamente banais. Mais uma construção do guião que aborda as idiossincrasias da raça humana, analisando e racionalizando-as sem conseguir um único desvio do que é espectável.