quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pi


Em que filme se poderia falar do senhor Fibonacci? Só poderia ser sobre um matemático. Tenho de admitir que senti um certo alívio em não ter seguido um percurso académico. Um caminho puramente teórico de busca de conhecimento pode ser muito aliciante mas também se pode tornar eternamente frustrante. Todas as eventuais respostas parecem provisórias até que uma melhor aceite seja encontrada.
Uma obsessão, seja ela qual for, é um processo de autodestruição. Este filme utiliza a espiral enquanto símbolo. Durante o tortuoso caminho da descoberta é uma espiral crescente em que as aplicações se mostram infinitas, na segunda fase a espiral inverte o sentido e vai-se tornando sufocante e insuportável. A pressão cresce e os elementos externos precipitam o invevitável.
Um filme sujo e tenso para quem pensa que nas universidades só se passeiam copinhos de leite.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

It's Kind of a Funny Story


Quem pode dizer que não é arrojado pegar na inquietude pré-adulta? Teria de o ser de alguma forma. A tentativa de tornar o filme mais atractivo às gente jovem, da idade dos personagens principais, preveniu o filme de ir além do superficial. A dramatização das vivências próprias da adolescência por si não são suficientes, todos passámos por isso e sem uma injecção extra de drama adulto fica a sensação de que falta...

Where is my mind?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Whatever Works




Depois da asneira que foi o "Vicky Cristina Barcelona" o perverso idoso volta ao formato que o distingue de todas as outras tretas cinematográficas. O personagem que pensa a vida. Muito dificilmente se consegue esquecer as performances que o próprio Woody Allen encarnou nos seus filmes, e talvez por terem tanto em comum com ele, fica a sempre a sensação que o actor/actriz que vira protagonista de um dos mais recentes filmes fica a pelo menos um centimetrozinho do que é idealizado. Confesso que admiro a coragem do Larry David que não se limita a ficar na sua batcave a construir elevadores para porshces e faz pela vida (cómica). Com as limitações representativas que se podem encontrar num comediante de nascença, apresenta-se como um bom líder de elenco e conduz com agilidade a história a bom porto.
Já antes de ver o filme tinha pensado sobre a pessoas que têm uma visão alargada do Mundo. Parece-me justo que mereçam algum tipo de recompensa por partilharem com mentalidades rebanhadas pelas culturas opressivas. Paga-se geralmente com tolerância, paciência e ouvidos duros aos ocasionais insultos. A acrescentar à irritabilidade de falar com alguém que está certo 364 dias do ano junta-se-lhe o nervosismo e inquietação compreensível num génio da Física cuja excêntricidade é bastante cliché. A presença constante do personagem principal resulta para mim, além da uma abordagem crítica à civilização, numa descrição superior de vidas ficcionadas, relativamente banais. Mais uma construção do guião que aborda as idiossincrasias da raça humana, analisando e racionalizando-as sem conseguir um único desvio do que é espectável.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Hoje vendi a minha alma ao diabo

E como estamos em tempos de crise tive que fazer um desconto enorme. O sacana sabe negociar.



Normalmente não gosto de me imiscuir em discussões religiosas mas este é um daqueles "clichés" irresistíveis, como é por exemplo o de ver a "private sex tape" de uma qualquer celebridade. Eu era para concretizar e escrever o nome da celebridade de que me lembrei mas era uma referência que nos transportaria muitos anos atrás e como sou um rapaz de "trends" tenho que zelar pela minha imagem pública. A música sim é antiga mas ir repescar estas preciosidades dá tanta pinta como usar umas calças rotas na zona genital. Antes que venha o habitual "desagradável" comentador fazer o reparo, desde já esclareço que se trata de NWOBHM e não Power Metal. Por essa não me apanhas colega,

Aquele abraço carnudo,

Bife

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Para quem ainda não se convenceu que "Watchmen" é espectacular.


Estive a preparar estes "retalhos" noticiosos e críticos para apresentar a uma pessoa em particular mas já agora partilho com o público em geral. Relendo não valeu o esforço, só mesmo porque é uma boa causa.
Atenção à etiqueta do post!

Time Magazine - All Time 100 Novels -
http://www.time.com/time/2005/100books/the_complete_list.html

New York Times - "Quase 20 anos após a publicação original, "Watchmen"
mostra uma premonição assustadora: a simetria entre os eventos atuais
e de celebração de sua história" Crítica escrita em 2005 (3 anos antes
do filme)

The Washington Post - "Quando apareceu pela primeira vez, "Watchmen"
foi saudado como uma revolução na arte dos livros de banda desenhada.
Era escuro e irónico, uma especulação sobre como retorcida seria a
"vida real" de super-heróis."

CNN - "O seu (Alan Moore) livro de banda desenhada de 1986 é um marco
na história do formato, uma obra-prima da angústia da cultura pop,
filtrando o nihilismo e desilusão através de um inspirado idioma de
heróis mundanos."

BBC - "Watchmen é uma representação exacta e preocupante de uma
sociedade errado."

New York Observer - "O filme “infilmável” era esperado há muito, tendo
tido vários realizadores e actores associados ao projecto."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Blogar e não blogar.

Eu tenho um blog, e tão frequentemente me esqueço. Tenho tido a agenda muito preenchida por tempo livre e a cabeça tão cheia de porcaria.