
Defendendo o produto nacional (José Saramago) e todos os que vivem de moldar a palavra devo dizer que muito dificilmente um filme faz justiça ao respectivo livro. Não digo que ache mal que se peguem em algumas boas obras literárias e as transformem em produtos de cinema ou televisão. Pode ser um bom complemento mas nunca o suplanta. No instinto de sobrevivência podemos encontrar altruísmo e egoísmo e em situações limite é difícil estabelecer barreiras entre o que se pode e o que se deve fazer. Por isso resolvi pegar na questão do filme e do livro. O filme passa-se demasiado rápido para se poder fazer uma reflexão sobre o que nos é proposto.
Só vemos o que queremos ver.

